quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

<3 - FAIL.

colação de grau do meu último ano na escola? não chorei.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Fico puta. (High School Drama Version)

eu. me. irrito. com as pessoas.


Tem essa garota na escola (tá, tinha essa garota na escola... - eu ainda não apreendi na minha mente que a escola não existe mais pra mim) que é católica (eu sempre cito a religião né? é só que pra mim faz diferença o que a pessoa acredita, não só no sentido de religião, mas em tudo na vida, e religião só da uma idéia geral no que ela acredita na vida) e divertida e enfim, eu gosto dela, posso dizer que gostava muito mais antes, porém as atitudes dela me fizeram sair dessa bolha de encantamento que eu tinha. Atitudes que eu citarei a seguir.

Essa garota da escola não gosta dessa outra garota, vamos chama-las de A e B, respectivamente. A não gosta de B porque B pegou esse garoto que A gostava há 2 anos atrás. Você pode até dar algum crédito á ela porque ninguem gosta disso certo? O problema é que eu estava lá, e via quando A falava do garoto (C?), e eu, que era amiga de falar sobre esse tipo de coisa todo dia (eu não disse íntima aqui porque não fui e acho que nunca serei, baseando minhas expectativas ainda nas atitudes de A) não sabia que A falava de C com intenções românticas (haha, que brega essa frase). Não, tipo, seriamente. Porque C era um garoto baixinho, magrelo e 3 anos mais novo que ela, cujo ela nem conhecia direito, e ela era uma garota BEM mais alta que ele e gordinha (sem entrar aqui na discussão de se é certo ou errado achar que eles não deviam ficar juntos porque eles não combinam fisicamente, já que todo mundo sabem que garotos amadurecem mais tarde e ela é 3 anos mais velha que ele), então quando ela falava pra mim que ele era bonitinho, eu não tinha idéia de que ela queria dizer que GOSTAVA dele com isso. Entendem? EU não tinha idéia. Como é que B teria de adivinhar que A gostava dele eu não sei.

Enfim, B pegou C e agora A guarda um rancor imenso de B e B nem imagina. (quer dizer, agora B vai saber porque a história principal vem a seguir, e B lê meu blog, e B vai associar, etc. Aliás, eu teria contado pra B que A não gostava dela, mas daí eu teria de explicar, e isso geraria um mal estar desnecessário sem resolver nada, exatamente o tipo de coisa que eu tento evitar na minha vida e na dos outros).

Daí que outro dia eu estava tagarelando sobre como eu ia sentir falta das pessoas e sobre como não tinha ninguém que eu realmente não gostasse (e agora eu não me sinto mais assim, eu to numa vibe de odiar todo mundo daquela escola um pouco por causa de uns acontecimentos - mas não é culpa de A a minha vibe assassina, foram outras coisas - o que me impede também de criar um texto bonito pra formatura, como eu tinha falado que ia fazer pra oradora) e daí que A falou: "Ah, eu também não, menos B. Se eu pudesse, eu ... B" fazendo gestos de enforcamento e rindo (o que não significa que era brincadeira), daí eu assumi uma postura tipo: "Nossa, como você é rancorosa, tudo isso só porque B ficou com um menino qualquer há 3 anos atrás, etc" e A ficou tipo: " AH, não é só por isso, você não viu como a B fica provocando a D? A menina (D) já tem problema de depressão e ela ainda fica toda em cima do E, ela é mal-caráter. Além disso, ela é chata, a gente não se bate, blá blá blá"

Eu sei, de repente o high school drama ficou cheio de letras demais, mas pausa pra mais história agora, explicando quem são D e E:

Na nossa viagem de formatura (Porto o/) B ficou com esse garoto, o E. Ela não fez absolutamente nada de errado já que E terminou um namoro que ele tinha com a garota D há 2 meses. E mesmo que não houvesse terminado, eu fico do lado de que quem trai é que está errado, e não o amante, a não ser que o amante seja amigo do outro, coisa que B não era de D. Daí que D foi quem terminou com E, e D já tinha feito isso antes outras vezes, motivo pelo qual E deu um basta e não voltou a namorar mais com D. D é toda depressivinha (eu sei que falar assim só faz as pessoas pensarem mais e mais que eu não tenho coração, mas eu não aguento gente que não consegue lidar com os próprios problemas, ainda mais quando os problemas são ESTES, tão superficiais) e faz ceninha com várias coisas. Ok. Então E achou melhor continuar ficando com B só fora da escola, pra não irritar D, o que já é um absurdo na minha opinião, mas B aceitou, e eu não vi B provocando D de nenhum jeito. O que eu vi foi D provocando MUITO B, chamando E pra conversar sobre eles dois toda hora na frente de B, e... sabe? fazendo essas coisas que garotas fazem quando querem provocar alguém. E isso tá no nosso sangue, gente. Não tem ninguém que saiba provocar outras pessoas tão bem quanto garotas colegiais, acreditem em mim.

É só que pra A, de quem esse post todo é all about, o fato de D ser depressiva justifica ela fazer isso com B, mas B estar FICANDO com E não justifica ela querer ficar perto dele, mesmo que o intuito não seja provocar.

Conclusão: pra mim é óbvio que A não gosta de B por causa do incidente há 2 anos atrás, e não por nada que B faça (ou não) com terceiros hoje em dia, só que isso é hipocrisia, justamente pelo fato dela ser toda católica (o que aconteceu com virar a outra face?) e tudo o que ela acredita e é, mas não conseguir perdoar alguém que nem sequer sabe que é odiada. Pra mim isso dá câncer, e eu me irrito com gente assim, acho que a vida seria mais leve sem eles.

(Pra não dizerem que a hipócrita sou eu porque eu não sei como é sentir isso etc . B já ficou com um garoto que eu gostava muito, e ela sabia disso na época. Hahaha, eu sei que falando assim, parece um problema crônico dela mas eu não acho e eu perdoei, e ela é uma das minhas melhores amigas agora - sim, eu vivo numa vibe de amar as pessoas como se não houvesse amanhã, só que eu escolhi ser ingênua ao invés de amargurada... Podem atirar as pedras agora.)

domingo, 23 de novembro de 2008

...

Quer dizer, o problema nem é ela estar namorando um homem 14 anos mais velho. O problema nem chega a ser que o homem 14 anos mais velho seja Marcelo Camelo, e olha que seguindo uma linha de pensamento racional isso seria um problemão. Quer dizer, eu gosto de bandas underground e tudo mais, indie! rock! yeah! certo? mas eu me irrito com quem quer ser underground, e me irrito mais com quem gosta, mais conhecidos como fãs, de quem quer ser undergroud, mas divago.

O problema é ela ter trocado fucking Helio Flanders, do Vanguart, a melhor banda realmente underground (quer dizer, era até algum tempo atrás, agora não sei bem, não importa né?) por uma pessoa chata, com fãs chatos, cuja única música realmente boa é Condicional. E eu tenho essa coisa por músicos, e se Chris Martin desse um hello sequer pra mim eu desmaiava, mas o Camelo TEM BARBA. E fãs chatos, e quer ser underground lançando músicas chatas com selinho de cult.

Daí que tá, a garota é legal, faz música agradável, foi descoberta na internêta e tudo o mais, e bom, ela nomeia os instrumentos musicais, mas ninguém é perfeito, a gente deixa isso passar, meu ponto é: como? como pode ter acontecido? porque ele não ia dar em cima dela, já que oi? isso é crime? logo, ela com certeza deu em cima dele ponto parágrafo

Logo ela, que pinta toda essa aurea tenho-9-anos-mentais ainda-brinco-com-massinha DOU-NOMES-ENGRAÇADOS-PROS-MEUS-INSTRUMENTOS (tá, a gente não deixa essa passar, isso me revolta, eu não dou nomes engraçados nem pros meus bichos de pelúcia, aqueles instrumentos não merecem isso), quer dizer, LOGO ELA deu em cima de um homem de 30 anos como se isso fosse normal. E eles ainda assumem, outra coisa que eu não entendo, porque supostamente isso é crime, e eu não quero ser falsa moralista, i don't really give a shit, mas é crime, não é? não é? e os pais dela então? eles aceitam isso?

vou sentar aqui e esperar alguem pular de trás da cortina gritando: pegadinha do malandro!

(me sinto uma titia fofoqueira analisando a vida de pessoas que eu nem conheço assim)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ao Aru, Com Carinho.

Tô namorando (yeeey! apesar de eu não gostar de namorar, mas essa é paranóia para todo um novo texto e não um parentêses) e perdi uma aposta por causa disso.

A aposta em questão, eu fiz com um pilantra, trapaceiro que manipulou totalmente o resultado, e consistia em esse garoto que eu estava pegando (atual namorado - gente, é tão estranho ter um namorado) terminando comigo até o fim do ano. Se ele terminasse, eu ganharia um moleskine do pilantra, trapaceiro, escória do meu amigo, e se ele não terminasse eu teria de dar DUAS chinchilas (porque consta que chinchilas - nem, supostamente, ninguém - deveria ficar solitário) e uma caixa de cerveja (porque quem disse que cuidar de chinchilas é facil? iiih, quando elas chegam na adolescência então...) pra esse amigo. Fiz a aposta em um dia emo, e percebo agora: eu ia me ferrar de qualquer jeito na aposta. Mas olha, meu aniversário foi dia 12, estamos aí pra receber um moleskine a qualquer momento, não é mesmo?

E daí, esse garoto... me pediu... enfim... E mesmo já expondo tanto quanto eu exponho na internet, se eu fosse dessas, eu coraria ao falar (ou escrever) sobre isso. Resumindo: ele me faz feliz E me deu um livro (Crepúsculo, Stephenie Meyer - com o plus de ser sobre vampiros, já que né? quem não gosta de vampiros?) o que equivale a sei lá, dar anabolizantes à Rebeca Gusmão ou botox ao Edson Celulari. Totalmente achou o caminho pro meu coração.

Ao mesmo tempo eu descobri que todo o esquema da aposta tinha vazado, e provavelmente rolou toda uma pressão por parte do PILANTRA, TRAPACEIRO, ARDILOSO (tkx google), pra que ele (o namorado) não me desprezasse e sim me amasse, você sabe como são essas pessoas, que bom... trapaceiam and stuff.


E é isso, esse texto foi essencialmente pra avisar ao apostador baixo e sem escrúpulos para não prender a respiração esperando as chinchilas e a caixa de cerveja porque nem os livros e filmes dele (a menina que roubava livros - oportuno -, o clube da luta e trainspotting) eu lembro de devolver. E eu AINDA estou esperando meu presente de aniversário.

Fim--

Ps: consegui escrever um texto com parágrafos! Yey para mim! \o\

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Eu tenho essa teoria.

eu tenho né, essa teoria de que quando você acaba um texto, tá na hora de tirar coisas dele.
eu nunca nunca adiciono, em geral porque eu escrevo e escrevo, vomitinho de palavras, e na revisão não tem o que adicionar, só o que tirar, e daí, quando eu tiro tudo de supérfluo fica um texto de um tamanho mais ou menos decente, e parece que eu demorei semanas pra escrever 3 parágrafos quando na verdade eu levei 1 hora pra escrever 7 parágrafos e 5 horas pra tirar tudo de horripilante. o resto do tempo eu usei pra minha mania de não publicar coisas. é que eu tenho a memória de uma senhora com alzheimer (checar se é alzheimer ou parkinson o da memória - de qualquer maneira eu tenho parkinson também: vide minhas fotos - todas tremidas), e eu deixo o texto secando algum tempo, daí quando eu leio pra publicar denovo, eu não lembro que eu escrevi, e posso avaliar se está bom mesmo ou não. tinha decidido que ia escrever senseless aqui, até mesmo sem virgulas e pontos (mas não né minha gente, não vivo sem virgulas). e depois de escrever senseless, publicar sem revisar, só pra sabe, tomar o rumo denovo, porque depois que eu voltei né, de porto (vocês sabem, PORTO, morrão de inveja) eu sentei pra escrever umas 3 vezes, e prrrrrrrr. e aí, depressão pós-porto. não aguento essa vida não. viciei.
e aí, quero sair do computador, e meus feeds, que se eu deixo 2 dias sem ver, já vai pra 900 e etc, estão em 1000+ e eu tenho até preguiça de saber o quão + de 1000 é hein. e aí que não escrevo no diário há semanas, antes pela empolgação pré-porto e agora pela, sei lá, depressão total, que sabe? sempre afeta no meu escrever. eu sei que eu to em equilibrio com o ambiente quando eu escrevo todo dia no diário, e quando eu não escrevo senseless e publico sem ler aqui no blog. aliás, aproveite quem puder, porque deletar-ei este texticulo. falando em equilibrio com o ambiente, e aquele menino que é a reencarnação de buda hein minha gente? coisa louca. pior que eu até acho, acho que pode ser, mas ninguem a minha volta provavelmente a) ouviu falar; b) liga pra buda; agora se fosse o messias eu queria ver hein. quer dizer, eu até queria estar na china uma hora dessas, que lá é budismo como cristianismo é aqui. daí ia ter todo um buda fever que eu ia participar, mas aqui? prrrrr ninguem liga. o engraçado é que eu conheço tanta gente que é budista e nem sabe que é. porque eles começam a me falar o que acreditam e eu fico tipo arrãm, arrãm, eu também, it is called BUDISMO. e tá, eu preciso recuperar meu so called equilibrio com o ambiente, mas porto me tirou isso, e agora eu não consigo escrever. escrevendo senseless pra desabafar tudo sabe? e ah! foi meu aniversário de 17 né, em porto, e eu super subi no palco da balada, e super brindaram meu aniversário com tequila e tudo mais, e nunca mais vo ter um aniversário assim, e nossa, eu ja estou me irritando com o que eu to escrevendo, imagina quem vai ler, se é que alguem vai ler. o que eu espero de verdade é comentários de nenli, que é a coisa mais blasé possivel, e eu ia gostar. queria escrever algo, tipos uma conclusão ou algo assim, mas não tem, não tem o que falar. aah sim, lembrei, todo esse texto começou porque eu li esse blog dessa menina, que né, parecia até legal, mas ai, queria falar dificil sabe? enrolar os pensamentos, pra eles parecem sofisticados? me irrito com isso, porque tá obvio que a pessoa ta no segundo grau e vem querer dar uma de paulo coelho sabe? me irrita. até paulo coelho me irrita, imagina ela. enfim, queria falar também, - no começo do texto - que eu vo tirando coisas do meu texto porque eu ponho muitos pensamentos dentro de uma só frase, e no fim não pra entender. sou daquelas que escreve parenteses dentro de parenteses ad infinitum, e na minha revisão eu vou tirando. eu sempre me lembro de um texto da clarice (lispector - musa) nessas horas, no texto ela diz que quanto menos palavras ela conseguir dizer mais coisas, mais perfeito é o texto, e a comunicação verdadeira será só realmente alcançada quando ela não precisar dizer nada. nenhuma duvida do porque essa mulher é a maga da literatura brasileira né? e era linda ainda! aposto que todos os modernistinhos arrastavam a asa pra ela. biaaatch!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ops.

Gente, esqueci, esqueci, esqueci sobre o que eu ia escrever, e isso me irrita, porque eu estava bem feliz sobre o que eu ia escrever. Sabe aquelas idéias sobre textos muito divertidos de escrever que batem as 3 da manhã? E ou você está longe demais de uma caneta, ou você acabou de achar a posição perfeita na cama (o que provavelmente facilitou a chegada da idéia ótima do texto), e aí sair dela não é uma opção.

E isso me irrita, me irrita, me IRRITA PROFUNDAMENTE. Precisei usar letras garrafais pra expressar minha irritação, então sentiu o drama, certo?

Eu também queria ser como aqueles blogueiros maniacos que vem em tudo uma oportunidade de post. Eu não vejo. Minha vida é sem graça, ou a deles que é excitante demais?

E daí que eu não escrevo no meu diário há 2 semanas e isso também me irrita, como uma montanha de coisas acumuladas pra fazer. E sim eu tenho diário, pode me chamar de 12-anos, mas é que eu li em algum lugar que melhorava a memória, e eu preciso desesperadamente melhorar minha memória ao ponto de me esquecer de coisas importantes como provas, dentista e aniversário de amigos próximos que me avisaram que iam fazer aniversário um dia antes do aniversário (OI SUH o/), só que oi? Obviamente me enganaram, certo? Essa merda de diário só deve estar deixando tudo mais embaralhado, só continuo porque eu não vou ter história nenhuma pra contar pros meus netos se as coisas continuarem do jeito que tão, e aí pelo menos eu poderei ler, e as partes embaraçosas eu conto/leio só pras minhas netas adolescentes, pra elas me acharem uma vovó hardcore. (Eu meio que já tenho all figured out aliás)

E ao invés de fazer o trabalho de matemática de 180 exercícios para amanhã (tô no 50) eu estava lendo esse texto que fala sobre como atração é uma coisa subjetiva, e que gostos são (obvio ululante) diferentes, coisa e tal, o que me fez pensar sobre como algumas amigas minhas estão todas em polvorosa porque a viagem de formatura de Porto Seguro está chegando, e elas têm vergonha de deixar os meninos verem elas de bikini.

Tem uma em especial que é tipo body-maniac e estava falando que tinha de fazer um tratamento de estria right away antes de Porto (que é ESSE SÁBADO) com um semblante super triste, estilo perdi-minha-mãe. E sério? Alguém que é tão detalhista assim com o próprio corpo, não vai ser com o das outras? Se tem uma coisa que eu posso garantir é que eu tenho MUITO mais estria que ela, e não to com vergonha de aparecer de bikini pros meninos, que a) já me viram na formatura da 8ª, b) não sabem se estria é de comer ou passar no corpo, c) vão estar ocupados demais olhando outros zilhões de garotas mais bonitas do que eu, ou d) bêbados demais pra reparar nisso (e nesse caso eu vou ser estilo deusa grega pra eles), mas o que eu tô com muita vergonha, de verdade, é de aparecer de bikini pra ela e outras garotas como ela, que são as únicas que vão reparar de verdade.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

welcome to Nobody Cares, population: 6 billion.

Não é que eu não tenha inspiração pra postar, é que tudo o que se passa agora é pessoal demais, ou irrelevante demais. Eu ia postar alguns comentários sobre todo o acontecimento Eloá, mas muitos blogs já disseram o que eu ia dizer - basicamente: ela morreu mas não finja que se importa porque eu serei obrigada a ignorar você.

Ok, a frase anterior ficou pessimamente explicada, isto provavelmente merece um parágrafo: Você pode até ligar pra criminalidade, pode ligar pro fato de todo mundo ter ficado louco de uma hora para outra, pode lamentar um pouco o fato de uma garota ter morrido por coisas tão banais, pode até lamentar que pessoas continuem ligando pra orkut, mas por favor, não FINJA se importar de verdade perto de mim, porque você não se importa, assim como você não se importava com a Isabela, mesmo que você tenha posto aquele videozinho nos seus favoritos no orkut, já que isso não é se importar sabe? Acho que a únicas pessoas que se importaram de verdade são a família, porque até a melhor amiga que tomou tiro também e coisa e tal, disse pros médicos hoje que queria receber a visita do Alexandre Pato, o JOGADOR DE FUTEBOL.

Minha estupefação é tão grande que isso merece outro parágrafo: Quer dizer, eu não sei vocês, mas se eu e minha melhor amiga fossemos sequestradas pelo namorado dela, ela morresse e eu não tivesse mandíbula, a última coisa na qual eu ia pensar seria uma possível visita do Chris Martin (O vegetariano, vocalista, homem, pessoa, criatura mais sexy do mundo) mas talvez não querer isso dela seja esperar demais de alguém voltou ao cativeiro de um cara louco com uma arma. E aqui eu chego ao verdadeiro assunto do post. Outro parágrafo.

É só que, eu sei que as pessoas acham que eu não tenho sentimentos, mas se tem uma amiga minha em um quarto com o ex-namorado louco dela com uma arma, eu não volto. Isso não se chama falta de sentimentos, se chama inteligência, porque saber reconhecer que eu, tendo 15 anos, provavelmente não serei tão boa na tarefa de fazer o cara louco não querer atirar na minha amiga quanto alguém que passou em um concurso, estudou e pratica isso, e não tem 15 anos é inteligência.

E agora, tirando a parte da inteligência, eu não voltaria mesmo assim, é que talvez eu não tenha mesmo sentimentos, mas ei, se somos a espécie reinante neste planeta é por causa de pessoas que pensaram como eu ao longo da história. Entende? Se na luta pela sobrevivência, digamos, no começo de alguma era glacial ou algo assim, um dos machos do bando fica preso atrás de uma parede de gelo, existem duas opções: a) os outros ficam pra trás para ajudar, e acabam presos também (porque oi? a gente não era sapien sapien ainda não) deixando as fêmeas do bando desprotegidas e sem um macho para perpetuar a espécie; ou b) eles mandam uma do tipo: "ei, sem ressentimentos, mas é que a Sra. Cara Peluda tá grávida, e a gente precisa achar um lugar quentinho nesse deserto de gelo, tu sabe coméquié, além do mais, tava óbvio que se afastar do grupo ia dar em merda e você fez mesmo assim, então não posso fazer nada" e vão embora. Você está vivo, nós estamos aqui, opção escolhida pelos nossos antepassados, e instinto conseqüentemente herdado por nós: B.

Ps: argh, acabou que eu fiz um texto enorme sobre esse assunto.

sábado, 18 de outubro de 2008

marca do sucesso.




sempre sonhei com alguem me cobrando atualizações.
(principalmente de alguem chamado MAXWELL!)

Aliás, eu perco assunto com meus amigos porque quando eu vou falar sobre algo que eu já escrevi no blog todos eles ficam tipo: "é, eu sei, sei tudo sobre isso, já li no teu blog". Lembrar de falar antes e escrever depois nas próximas vezes.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Fico puta.

Fico puta, PUTA (!) com a sociedade atual.

Eu estava assistindo TV (é sabido que TV é coisa do Diabo e faz lavagem cerebral nas pessoas, massificando a população, por isso eu só assisto na hora do almoço) e passou essa reportagem sobre as varias escolas no interior do país que não tinham ainda um laboratório de informática.

Só isso já é estranho, já que oi? Quem é que estuda DE VERDADE no computador? Ainda mais crianças? Mas tudo bem. O repórter (que meu, não tinha dignidade) seguiu falando sobre como essas escolas estavam na espera pelos computadores do governo e entrevistou uns molequinhos perguntando pra eles o que era um computador. Os molequinhos falaram que era uma coisa quadrada com botões, e meu, achei sensata a explicação mas o repórter(no auge da sua humilhação) disse: "Triste, né?" Tipos... Não.

Triste são as crianças com Aids na África, triste é o problema dos negros nos Estados Unidos, triste DE VERDADE são as crianças que não sabem o que é um livro.

Mas segue na reportagem: Cortaram pra escola que tinha conseguido um laboratório de informática com "muita luta" (palavras dele, não minhas) da comunidade, e ele entrevistando os molequinhos que agora sabiam que um computador era mesmo uma coisa quadrada com botões, e eles estavam usando O PAINT. A comunidade poderia estar usando sua habilidade de lutar muito para alguma coisa significativa como comida pra orfanatos carentes, ou pra por os meninos de rua na escola talvez, mas não, eles usaram seu suor e sangue para que seus filhos pudessem correr o mouse em uma tela branca simulando pincéis coloridos.

Se tem uma coisa que me deixa puta é a falta de prioridades. Isso é que nem como quando garotas chegam na escola chorando porque perderam o namorado, ou tiraram nota baixa. Eu sei que posso parecer sem coração as vezes, mas tifuder viu, sem coração são essas mesmas pessoas que choram por isso mas fecham o vidro com insulfilm no farol.

Não consigo entender porque o fato de crianças não saberem o que é um computador entristece alguém, considerando que a maioria das pessoas só usa o computador pra xeretar a vida de outras pessoas e não pra ler livros (já que e-books são insuportáveis pra qualquer um que aprecie ter olhos), o que parecia ser a bottom line de toda a matéria.

Não tenho certeza se era realmente a conclusão da matéria que as crianças precisam do computador porque cabe um monte de livros dentro dele, mas foi isso que pareceu quando uma molequinha falou: - Nossa! Cabe mais livro que a nossa biblioteca?! e o repórter disse sim. Mas minha filha, você por acaso já leu toda a biblioteca? Não, e nunca vai, principalmente se te derem um computador, porque aí ficar mandando gifs brilhantes pros seus amigos no orkut vai ser mais importante que livros.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

I’ve been making a list of the things they don’t teach you at school. They don’t teach you how to love somebody. They don’t teach you how to be famous. They don’t teach you how to be rich or how to be poor. They don’t teach you how to walk away from someone you don’t love any longer. They don’t teach you how to know what’s going on in someone else’s mind. They don’t teach you what to say to someone who’s dying. They don’t teach you anything worth knowing.

- Neil Gaiman.


to gay, me deixa.